A origem da bebida é a primeira barreira
Como o metanol não se distingue do etanol pelo sabor ou pelo cheiro, a única defesa prática na hora de beber é a procedência. Bebidas sem rótulo confiável, em embalagens reutilizadas ou com preço muito abaixo do mercado concentram o risco de adulteração. O metanol é mais barato que o etanol, e é justamente essa diferença de custo que motiva a adulteração.
O armazenamento é a segunda barreira
Produtos que contêm metanol — solventes, removedores, combustíveis, reagentes de laboratório — devem permanecer na embalagem original, com rótulo visível, separados de alimentos e bebidas. Transferir esses produtos para garrafas de bebida, jarras ou recipientes de água é o erro que cria a confusão mais perigosa, porque quem encontra o recipiente depois não tem como saber o que há dentro.
Exposição ocupacional
No trabalho, o metanol entra sobretudo por vapores em ambientes mal ventilados e por contato com a pele. Ventilação adequada, luvas e respirador apropriados são as medidas que reduzem essa via. Nunca se deve usar a boca para pipetar ou sugar líquidos.