O metanol (CH3OH) e o etanol (CH3CH2OH) entram na mesma via enzimática, mas saem dela como substâncias completamente diferentes. A álcool desidrogenase (ADH) converte o metanol em formaldeído (HCHO), que é rapidamente transformado em ácido fórmico (HCOOH). O ácido fórmico inibe a citocromo c oxidase, bloqueando a respiração celular e levando à acidose metabólica e à lesão do nervo óptico. Já o etanol é convertido pela ADH em acetaldeído (CH3CHO), que a aldeído desidrogenase (ALDH) transforma em acetato (CH3COO−), uma molécula que o organismo usa normalmente como fonte de energia. O acetaldeído é tóxico, mas sua concentração é controlada pela ALDH e seus efeitos — rubor, náusea, taquicardia — são desconfortáveis, porém reversíveis. A diferença crucial está no produto final: o acetato é metabolizável e seguro em concentrações fisiológicas; o ácido fórmico se acumula porque sua eliminação depende de folato e é lenta, e sua toxicidade é direta sobre tecidos com alta demanda energética, como o nervo óptico e o cérebro. Essa assimetria metabólica é a razão fundamental pela qual o metanol é mais perigoso que o etanol.
Metanol: o que é e por que é perigoso
Por que o metanol é mais perigoso que o etanol
Dois álcoois, dois destinos: os metabólitos que explicam o perigo
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Observe as duas vias lado a lado. As duas começam com a mesma enzima, a álcool desidrogenase. O metanol vira formaldeído e depois ácido fórmico — e é o ácido fórmico que se acumula e ataca o nervo óptico. O etanol vira acetaldeído e depois acetato, que o corpo usa como energia. A diferença não está na enzima, mas no produto final: um se acumula e é tóxico, o outro é metabolizável.
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