A semelhança de sabor, cheiro e aparência entre metanol e etanol impede a distinção sensorial e transforma a adulteração de bebidas em uma armadilha silenciosa. A diferença só pode ser confirmada por análise química ou pela origem controlada do produto.
Em um surto típico, um lote de bebida destilada é adulterado com metanol para aumentar o rendimento. Os consumidores bebem normalmente, sem notar diferença no sabor ou no cheiro. Horas depois, começam os sintomas — náusea, dor abdominal, distúrbios visuais — e vários procuram atendimento ao mesmo tempo. A investigação revela que todos consumiram o mesmo lote. A semelhança sensorial foi o que permitiu que a contaminação passasse despercebida.