A IA não compõe a música inteira de uma vez. Ela trabalha como quem escreve uma frase palavra por palavra: olha para o que já está escrito e decide a próxima palavra. No caso da música, o que já está escrito é a sequência de números que representa o som ouvido até aquele momento.
O processo se repete em passos pequenos. Primeiro, a IA recebe o trecho inicial — por exemplo, os primeiros instantes de uma melodia. Com base nesse trecho, ela calcula qual som tem mais chance de vir logo depois. Acrescenta esse som ao final da sequência e usa a sequência atualizada para prever o próximo. E assim por diante, som após som, até completar o trecho desejado.
O que já foi tocado funciona como pista. Se o trecho anterior tem um ritmo constante e notas que se repetem, a previsão tende a continuar esse ritmo e essas notas. Se o trecho anterior muda de direção, a previsão acompanha a mudança. A IA não guarda uma regra fixa de composição; ela usa o contexto imediato para estimar o que combina com o que acabou de acontecer.