A IA não procura a resposta certa, porque não existe uma. Ela estima chances para vários candidatos e sorteia um deles respeitando essas chances. O candidato mais provável é escolhido com mais frequência, mas os outros também podem aparecer.
Por que a mesma música sai diferente
Imagine que a IA precise escolher a nota seguinte depois de uma sequência que termina numa nota estável. As chances podem ficar assim: repetir a mesma nota, quarenta por cento; subir um passo, trinta por cento; descer um passo, vinte por cento; saltar para outra, dez por cento. Na primeira tentativa, o sorteio pode escolher subir um passo. Na segunda, pode escolher repetir a nota. O trecho inicial é o mesmo, mas o caminho escolhido muda, e a música segue por um rumo diferente.
O contexto não decide sozinho, mas inclina a balança. Quanto mais claro e coerente for o trecho já tocado, mais concentradas ficam as chances em poucos candidatos e mais previsível fica a escolha.